Novo Plano Nacional do Livro e Leitura reforça papel das bibliotecas como espaços vivos de formação
Postado em 24 DE abril DE 2026
Crédito: SP Leituras/Divulgação O lançamento do novo Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL 2026–2035) reposiciona as bibliotecas públicas no centro das políticas culturais e educacionais do país. Mais do que espaços de acesso ao livro, o plano reconhece esses equipamentos como ambientes estratégicos para a formação de leitores, a mediação cultural e o desenvolvimento social.
Entre as diretrizes, o PNLL destaca a ampliação das ações de incentivo à leitura, a formação de mediadores e o fortalecimento das bibliotecas como espaços dinâmicos de cultura, aprendizagem e convivência.
Esse entendimento dialoga diretamente com um movimento já em curso em São Paulo: a consolidação das bibliotecas como espaços vivos, vinculados aos seus territórios e abertos à experimentação.
Bibliotecas Estaduais de São Paulo
Na Biblioteca de São Paulo (BSP) e na Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL), equipamentos da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, geridos pela SP Leituras, a leitura é ativada por meio de práticas diversas: saraus, clubes de leitura, encontros com autores, ações com juventudes, atividades intergeracionais e projetos que articulam literatura, meio ambiente, tecnologia e cultura urbana.
Mais do que oferecer acervo, esses equipamentos operam como plataformas culturais, nas quais a leitura se constrói como experiência coletiva e com foco nas pessoas. O território deixa de ser apenas entorno e passa a ser matéria ativa das programações, incorporando demandas, linguagens e repertórios locais.
Essa perspectiva amplia o próprio conceito de formação de leitores. Não se trata apenas de incentivar o hábito individual da leitura, mas de criar condições para que diferentes públicos se reconheçam na literatura, produzam narrativas e participem de ecossistemas culturais mais amplos.
Ao propor um pacto nacional pela leitura, o plano aponta para a necessidade de redes articuladas e políticas permanentes.
Esse movimento também se articula com a construção do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas de São Paulo (PELLLB-SP), atualmente em fase final de debate. Elaborado a partir de escutas em diferentes territórios e com ampla participação da sociedade civil, o plano propõe diretrizes que reforçam a leitura como direito humano e política de Estado, além de consolidar as bibliotecas como espaços estratégicos de acesso, convivência e produção cultural. Ao incorporar princípios como a atuação em rede, a valorização dos mediadores e o fortalecimento dos territórios, o PELLLB-SP amplia, no âmbito estadual, os fundamentos propostos pelo PNLL.
A experiência das bibliotecas geridas pela SP Leituras indica que esse caminho passa, necessariamente, pelo fortalecimento das bibliotecas como espaços de experimentação, escuta e produção cultural.
Mais do que formar leitores, trata-se de formar sujeitos capazes de ler o mundo. E de transformá-lo.
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