No Dia do Bibliotecário, painel discute Lei Geral de Proteção de Dados
Postado em 13 DE março DE 2020
No Dia do Bibliotecário, painel discute Lei Geral de Proteção de Dados na BSP. Foto: Equipe SP Leituras[/caption]O Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo (SisEB) comemorou o Dia do Bibliotecário, na quinta (12), promovendo o painel Conversando sobre Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), na Biblioteca de São Paulo. O evento começou com uma intervenção poética do grupo Escritureiros, do bairro de Parelheiros, que por meio de um jogral enalteceu o trabalho dos bibliotecários.
O painel teve a participação do especialistas em ciência e tecnologia da informação Fabiano Passos e Gisela Scheinpflug e da advogada Flávia Penido, todos com extenso conhecimento da LGPD. A mediação ficou a cargo do professor Charlley Luz, coordenador dos cursos de pós-graduação em ciências da informação da FESP-SP e professor convidado na ESPM. Embora o foco tenha sido a gestão de dados por administradores de sites de bibliotecas, falou-se muito sobre a importância da lei para o cidadão.
A LGPD, que entra em vigor no mês de agosto, foi criada por uma comissão mista da Câmara e do Senado para regulamentar o tratamento dos dados pessoais no âmbito da internet. Entre estes dados, estão nome e sobrenome, CPF e RG, além de informações, classificadas como "sensíveis", como raça, religião, sexualidade e opinião política. A Lei regulamenta o uso desses dados, que são informados por meio de cadastros.
A professora Gisela, que abriu o painel com uma explicação mais atenta da Lei, diz que, no caso de mau uso das informações obtidas, as sanções preveem multa de até 2% do faturamento das empresas, no limite de R$ 50 milhões. E a responsabilização será dos operadores dessas informações. Para ela, dentre os 10 princípios estabelecidos para regular o uso dos dados, o da "não discriminação" é um dos mais importantes.
Gisela lembra também da criação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que existirá para acompanhar os trabalhos e regular a aplicação da LGPD. "Na prática, ela deveria começar a existir a partir da lei, mas ainda não se sabe como funcionará direito", afirma.
O professor Passos falou principalmente sobre as "zonas cinzentas" da Lei e da dificuldade de definir o que pode e o que não pode ser usado pelos tomadores de dados. Ele também destacou a importância de se prevenir com relação ao que o internauta publicou no passado: "Cuidado, porque muitas vezes dados sensíveis são considerados públicos apenas porque você já publicou. Como isso está cada vez mais latente é bom prestar atenção".
Por último, Flávia fala sobre os aspectos legais da LGPD e diz que a criação da lei finalmente vai conscientizar o usuário da internet sobre a própria privacidade. "Além disso, vamos entender de uma vez por todas que serviços como Gmail, YouTube e outros não são exatamente 'de graça'", afirma.
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