Livro mais caro do mundo
Postado em 27 DE novembro DE 2013
Leiloado em Nova York por US$ 14,2 milhões (equivalente a R$ 32,6 milhões), o Bay Psalm Book tornou-se o mais caro livro impresso já vendido no mundo. A preciosidade foi arrematada pelo banqueiro e bilionário americano David Rubenstein.
O "Livro de Salmos da Baía", em tradução livre, é de 1640 e foi o primeiro a ser impresso em território americano.
Hoje só se conhece a existência de 11 cópias do livro. Duas delas pertencem à Old South Church, de Boston, que decidiu vender uma das edições.
O recorde anterior, certificado pelo Guinness World Records, pertencia a uma cópia rara do Birds of America ("Aves da América", em tradução livre), de John James Audubon. Publicado pela primeira vez entre 1827 e 1838, o livro teve uma de suas cópias vendidas por US$ 11,5 milhões (R$ 26,4 milhões) há três anos.
A importância do Bay Psalm Book não se dá apenas por sua extrema raridade, mas também pelo fato de o objeto ser um símbolo da identidade dos Estados Unidos.
Poucos anos depois da "grande migração" puritana da Inglaterra para a baía de Massachusetts em 1630, os colonos se comprometeram com um ambicioso projeto, o de escrever e imprimir seu próprio livro de Salmos.
Uma máquina de impressão - provavelmente obtida clandestinamente para burlar leis em vigor na Inglaterra - chegou de Londres em 1638, com papel suficiente para imprimir centenas de livros.
A máquina era operada por Stephen Day, trabalhador escravo e serralheiro de profissão. Em 1640, ele imprimiu 1,7 mil cópias do livro de 300 páginas. O volume foi colocado em uso por congregações em toda a colônia. Apesar de o texto ter sido reimpresso mais de 50 vezes ao longo do século seguinte, a maior parte das primeiras edições do livro ficou gasta depois de algumas décadas.
O Bay Psalm Book ganhou prestígio apesar de inicialmente ter sido criticado por sua qualidade.
Há 200 anos, o editor e autor Isaiah Thomas notou que o livro estava "repleto de erros de digitação" e "não tem um bom acabamento. O responsável por compor o livro não devia estar totalmente familiarizado com a pontuação", disse.
As estranhas traduções do Bay Psalm Book também atrairam críticas.
Os estudiosos e pastores que conceberam o livro reconhecem no prefácio que, "ao traduzir as palavras hebraicas para a língua inglesa, priorizaram a consciência e não a elegância, e a fidelidade em vez de poesia".
Fonte: BBC
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