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Autores premiados falam sobre suas carreiras e papel de concursos e festivais em webinar

Postado em 16 DE outubro DE 2020
Parte do Flibi – Festival Literário de Birigui 2020, que acontece de 13 a 17 de outubro de 2020, o webinar "Diálogos: incentivo à produção e divulgação literária" reuniu nesta quarta, dia 14, os escritores Carlos Eduardo Pereira, Micheliny Verunschk e Tiago Ferro. Sob mediação da educadora Bel Santos Mayer e com introdução do secretário de Cultura do município, Paulo Bernardes, o encontro virtual debateu, entre outros assuntos, a importância da produção e divulgação literária, e os prêmios e festivais como ações de estímulo aos novos talentos e de fortalecimento das políticas públicas neste campo.

Autores premiados em concursos literários recentes, Micheliny, Pereira e Ferro falaram sobre como se tornaram escritores e sobre suas experiências no mundo dos livros. Também deram seus pontos de vista sobre o papel dos concursos literários e festivais de literatura na construção de um país leitor.

Reprodução

Micheliny, que estreou com “Nossa Teresa: Vida e Morte de uma Santa Suicida” (Patuá, 2014), Prêmio São Paulo de Literatura em 2015, disse que sua casa sempre teve estantes de livros e, embora os pais fossem humildes, não passava uma noite sem ler ou ou vir a leitura de um título.

"Acho que me tornei uma escritora sendo primeiramente uma leitora", disse ela. Para quem quer começar a escrever ficção, ela sugere: "Leia muito. Se você é chamado a escrever a história, escreva, escreva, escreva. Principalmente, às mulheres eu digo: escreva. Burilar, aparar as arestas, é um passo posterior."

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Pereira tem uma experiência diferente. “Enquanto os dentes”, seu romance de estreia, foi publicado em 2017 pela editora Todavia e foi semifinalista do Prêmio Oceanos e finalista do Prêmio São Paulo de Literatura 2018. Oriundo da Zona Norte do Rio, ele diz que se tornou cadeirante há dez anos e, depois de se aposentar como professor de História, pôde se dedicar às letras. " O fator tempo é muito importante", disse ele. "Pude dedicar tempo aos meus escritos."

Tiago Ferro, que é editor, disse que não programou ser escritor. Foi a partir da morte de sua filha Manu, de 8 ano, que ele usou a escrita como parte do processo de luto. “O pai da menina morta”, seu romance de estreia, venceu o Prêmio Jabuti na categoria romance e o Prêmio São Paulo de Literatura 2019 na categoria romance de estreia. "Primeiro, escrevi nas redes sociais, como se fosse uma espécie de crônica. Depois, veio o romance, mas sem nenhum compromisso com os fatos", disse ele.

Uma versão editada do webinar será colocada em breve no nosso canal do YouTube.

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