Aniversário de Adélia Prado
Postado em 13 DE dezembro DE 2013

Hoje, 13 de dezembro, é aniversário de 78 anos da escritora mineira Adélia Prado. Seus textos retratam o cotidiano com perplexidade e encanto, norteados pela fé cristã e permeados pelo aspecto lúdico, uma das características de seu estilo único.
Professora de formação, Adélia lançou o primeiro livro, Bagagem, em 1976. Dois anos antes, ela havia enviado seus poemas ao poeta e crítico literário Affonso Romano de Sant'Anna, que os submeteu à apreciação de Carlos Drummond de Andrade, que, por sua vez, os considerou “fenomenais”.
O coração disparado, ganhador do Prêmio Jabuti na categoria Poesia, foi lançado em 1978. Estreou em prosa no ano seguinte, com Soltem os cachorros. Com o sucesso de sua carreira de escritora, Adélia largou o magistério, após 24 anos de trabalho.
De 1983 a 1988, exerceu as funções de Chefe da Divisão Cultural da Secretaria Municipal de Educação e da Cultura de Divinópolis, sua cidade natal.
Apresenta-se, em 1988, em Nova York, na Semana Brasileira de Poesia, evento promovido pelo Comitê Internacional pela Poesia. Participou, em Berlim, do Línea Colorada, encontro entre escritores latino-americanos e alemães.
Em 1994, após anos de silêncio poético, sem nenhuma palavra, nenhum verso, ressurgiu com o livro O homem da mão seca. A autora contou que o livro foi iniciado em 1987, mas, depois de concluir o primeiro capítulo, foi acometida de uma crise de depressão, que a bloqueou literariamente por longo tempo.
Adélia costuma dizer que o cotidiano é a própria condição da literatura. Morando em Divinópolis, cidade com aproximadamente 200 mil habitantes, estão em sua prosa e em sua poesia temas recorrentes da vida de província, a moça que arruma a cozinha, a missa, um certo cheiro do mato, vizinhos, a gente de lá.
Na BSP você encontra alguns livros de Adélia Prado, confira:

Reunião de poesia
Reunião de poesia apresenta ao leitor 150 poemas selecionados dos 7 livros de poesias da autora - 'Bagagem', 'O coração disparado', 'Terra de Santa Cruz', 'O pelicano', 'A faca no peito', 'Oráculos de maio' e 'A duração do dia'.

Solte os cachorros
Este livro, publicado originalmente em 1979, mostra os desafios de uma mulher de 40 anos. Como sugere o título, a autora abre o verbo, se mostra sem censura. Fala sobre amor, relacionamentos, religião, vida e morte.

A duração do dia
A duração do dia, de Adélia Prado, expõe uma poetisa sutil em versos que falam de amor, desejos, frustrações, sonhos. Numa narrativa pessoal, Adélia volta a temas recorrentes em sua literatura - a vida provinciana, a religiosidade, as cores do campo, num espelho de sua própria experiência. Muitas vezes, Adélia opta por expor conflitos entre o sagrado e o profano, observados a partir de coisas simples da natureza ou até mesmo da leitura de um texto religioso. Apesar de muitos e variados, abordando temas tão diversos quanto o amor carnal, o amor divino, a vocação do poeta, as cores e as dores da vida, os textos de 'A Duração do Dia' procura possuir unidade.

A faca no peito
A faca no peito, lançado em 1988, é centrado em Jonathan, personagem que se refere tanto a Deus quanto ao sexo masculino ou à crença religiosa. Ele congrega a promessa e a fuga, a realização e o desejo, a eterna busca.

Manuscritos de Felipa
Manuscritos de Felipa foi publicado em 1999. Após cinco anos sem escrever, Adélia Prado foi convidada a ter uma coluna semanal no jornal Correio Braziliense. A tarefa ajudou a vencer o bloqueio poético e resultou neste volume de textos curtos, marcados pela religiosidade.
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